martedì

:: Cate Blanchett...












Volta a usar a coroa de rainha inglesa que a transformou numa diva. Em Elizabeth – A Idade de Ouro, a actriz releva, de novo, a supremacia do seu talento.
A rainha Repetidamente nomeada e várias vezes premiada, Cate Blanchett confirma-se como a actriz que, de papel em papel assume a liderança na nova geração feminina do Cinema ocidental
A Mullher de Vermelho Poucas actrizes não consideradas símbolos sexuais conseguem transmitir a pulsão erótica de Blanchett.
Cate não é Cate, quando saltita de personagem em personagem, num mundo alucinado por aparências.
Nesta ansiada sequela, uma vez mais dirigida por Shekar Kapur, é magnífica e imperial, mas revela-se distante e intensa quando encara Bob Dylan no fantástico I’m Not There [Taça Volpi de Melhor Actriz no Festival de Veneza], do americano Todd Haynes.
No próximo ano voltará como vilã, no novo Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, e entretanto iremos vê-la num regresso com Brad Pitt, que perde a idade, em The Curious Case of Benjamin Button, de David Fincher. Já quando fala de Dashiel e Roman, os filhos que tem com Andrew Upton, escritor e realizador, das brincadeiras e das arrelias, o rosto ilumina-se e o olhar reflecte a felicidade de quem coloca a maternidade acima de tudo. Aí, Cate é mesmo Cate.
São estas as facetas da australiana que gosta de se superar como actriz, lutar enquanto mulher e aprender, sempre, como mãe. Recordo um encontro que tivemos em Berlim durante a promoção do filme Heaven, em que Cate vivia uma altura particular da sua vida…
Sim, tinha acabado de dar à luz o meu primeiro filho, Dashiel.
Foi também nessa altura que decidiu desacelerar o seu ritmo para estar mais perto da família. Passados mais de cinco anos, a família cresceu.
É verdade, tive a oportunidade de passar mais tempo na Austrália, perto de casa. Mas as crianças estão bem, agora que frequentam a escola. Até o mais novo [Roman, de três anos].
Falemos então de Elizabeth, uma personagem que retoma quase nove anos depois. Era um regresso previsto?
De certa forma. Desde o primeiro filme que falávamos sobre isto e as ideias foram evoluindo. Até que chegou a altura certa.

Puro Glamour Cate Blanchett reúne características comuns às verdadeiras estrelas: talento, beleza, requinte, personalidade, classe, inteligência e humanidade. Que mais se pode pedir?
Como venceu as resistências iniciais de voltar a este papel real?
Sabia desde o início que Shekar [Kapur, o realizador] estava interessado em completar a história de Elizabeth. Compreendo-o, porque esta mulher é extraordinária. Com a perspectiva de embarcar uma vez mais nesta viagem com ele e o Geoffrey [Rush], não hesitei em aceitar.
A personagem de Isabel apresenta algumas características masculinas. Concorda?
Ela foi uma sobrevivente. Era filha de Henrique VIII e foi acusada desde criança de ser bastarda, por isso sem legitimidade para reinar e com muita gente empenhada em derrubá-la do poder. Talvez fosse essa uma das razões porque teve de demonstrar que tinha a força de um rei, servindo-se, por isso, de alguns atributos masculinos. Num certo sentido, ela desafiava o facto de haver essa distinção entre os sexos.
Acha que a virgindade de Elizabeth também era uma forma de poder?
Antes de mais, não sei se ela era mesmo virgem ou não. Por outro lado, na altura o sexo não era muito recomendável às mulheres, já que a maioria morria ao dar à luz, mas também existia o perigo da sífilis. Portanto, a virgindade não era realmente um sacrifício.

Considera-se uma mulher que gosta de estar sempre no controlo das situações?
Nem por isso. Há momentos em que todos nós nos encontramos em situações em que perdemos o controlo. Basta ter dois rapazes para perceber o que isso é. Mas também é importante não esquecer que a nossa missão é sermos amigos deles, pois somos os pais.
Afinal, as mulheres são assim tão diferentes dos homens?
Como é que vê essa diferença?
Depende se estamos a falar, por exemplo, de mulheres afegãs ou americanas. É que há muitas mulheres do dito mundo livre que estão completamente aprisionadas na sua condição. Isso depende um pouco dos exemplos que têm para seguir. Mas há muitas mulheres que não são livres devido à probreza ou a religiões organizadas.
Há um momento em Elizabeth em que comenta as linhas que começam a aparecer no seu rosto. Como é que encara na sua vida essa passagem do tempo, essa maturidade?
Hoje em dia existe um pânico enorme de envelhecer. Não sou uma pessoa que queira revisitar a minha juventude. Interessa-me mais o que vem a seguir. Especialmente quando tenho crianças comigo. Sinto-me muito feliz na fase em que estou. Por outro lado, o que acho bonito são as pequenas imperfeições e não um sentido de beleza homogéneo que mais parece um clone.

O que acho bonito são as pequenas imperfeições e não um sentido de beleza homogéneo que mais parece um clone.”

Considera que o mundo poderá mudar um pouco para melhor com a chegada ao poder de mais líderes femininas?
Consideremos, por exemplo, a possibilidade de Hillary Clinton chegar à Casa Branca…Penso que vivemos num universo cada vez mais sem Deus. Por outro lado, o período Isabelino foi bastante iluminado, não só com o incrível pensamento poético mas tambem racional. Hoje acho que se vivem tempos demasiado irracionais, em que as pessoas não estão interessadas nos factos e apenas na mera suposição, e não dão uma oportunidade à razão.

Se uma mulher ocupar a Casa Branca mudará alguma coisa?
Se Hillary Clinton for eleita, haverá uma expectativa tremenda. Seja quem for que ganhe, muita coisa tem de mudar, sob pena de caminharmos para a destruição da nossa espécie. Mas essa esperança é real, embora fosse sempre alvo de um forte escrutínio. Não só por ser a primeira mulher Presidente mas porque somos ainda muito conservadores na nossa definição de poder.
Tenho de dizer-lhe que cavalga muitíssimo bem à amazona. [Risos]
Muito obrigado. Por acaso dei cabo do corpete a andar a cavalo, mas foi algo fantástico.

Mas já sabia andar a cavalo, não?
Sim, mas à amazona, não. Treinei um pouco para conseguir cavalgar, mas concordo, é extremamente desconfortável. Essa cena é muito importante, pois foi um momento de descompressão de todos os momentos passados no palácio. Aliás, esse galopar tem até uma forte carga erótica, espero eu.
Depois de tantas grandes actrizes terem interpretado papéis de rainhas, como decidiu aproximar-se deste papel? Sentiu que tinha de fazer algo diferente do que já fizera Bette Davis, Judi Dench ou Helen Mirren?
É um privilégio saber que pertenço a uma longa linhagem de actrizes que interpretaram papéis reais. E para além das que disse, recordo ainda Sarah Bernhardt, Glenda Jackson ou Hillary Duff, entre muitas outras. É um pedigree enorme e uma grande herança que tenho de carregar. É uma espécie de Hamlet no feminino. Está sempre aberto a interpretações.

Iremos vê-la na terceira parte desta saga? Estará disponível?
Quem sabe... Mas não é algo para já. Além disso, terei de estar mais velha…
E este ano, Cate?
É um caso de extrema aplicação ao trabalho, combinado com sorte e talento natural. Apenas um ano após completar o Instituto Nacional de Artes australiano, em 1992, Cate conheceu o aplauso no teatro, pela peça de David Mamet, Oleana, partilhado, de resto, por Geoffrey Rush – ele que a acompanharia nos dois filmes sobre a vida de Elizabeth. Tanto na curta passagem na televisão como, sobretudo, no cinema, conseguiu o que parece escapar a muitas actrizes: o sucesso do público e da crítica. Após as nomeações para o Óscar em Elizabeth (2002), O Aviador (2005) – em que arrebatou a estatueta pela composição de Katherine Hepburn –, e em 2007, em Diário de Um Escândalo, perguntamos: E este ano, Cate?”

Este ano, está de novo em grande. Não só com Elizabeth mas também com o impressionante I’m Not There. Depois de evidenciar características masculinas, agora assume-as por completo ao compor um surpreendente Bob Dylan.
Como é que consegue criar esta personificação masculina?
Interpretei o Dylan num período em que ele era muito andrógino. Se essa parte fosse interpretada por um homem, acho que seria demasiado óbvia porque é a sua silhueta mais conhecida. Ele não pediu ao Richard Gere ou ao Charles Carmack, ao Heath Ledger ou ao Christian Bale que compusessem uma silhueta que fosse mais reconhecível. No entanto, acho o Dylan muito inspirador, e não me refiro apenas à sua música.
Sei também que vai voltar a trabalhar com o Brad Pitt, não é verdade?
Sim, ele vai ser uma surpresa no filme do David Fincher, The Curious Case of Benjamin Button, em que o Brad começa a ficar cada vez mais novo.
Como tem sido também a experiência de participar no novo Indiana Jones?
Tem sido uma experiência extraordinária trabalhar com o Senhor Spielberg e poder participar neste filme icónico.
O que pensam os seus filhos deste projecto?
Adoraram. Até porque puderam estar presentes no local das filmagens e de certa forma viver um pouco esse mundo, porque o Steven deixou-os circular à vontade.
Qual é a percepção de uma criança de seis anos ao ver a mãe no ecrã?
É interessante, porque quando eu e o meu marido estávamos a encenar uma peça em Nova Iorque, percebi que o meu filho, na altura com cinco anos, teve de subir ao palco para compreender que eu realmente não era a personagem que interpretava. No outro dia, estavam os dois a brincar quando o Dash disse ao mais novo: “Eu vou ser o mau, ok?” Só que o Roman também queria ser o mau. “Não vês que não podemos ser os dois, porque assim não há drama!”, foi a resposta do mais velho… [risos]
Considera-se uma boa contadora de histórias para adormecer?
Comecei a contar histórias à minha irmã quando éramos miúdas, e inventávamos peças de teatro. Por isso, é algo que faço há muito tempo. Só que, agora, pagam-me para as contar.
(Revista Máxima)

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Após o êxito em Babel,Cate Blanchett vai dirigir, com o marido,a Companhia de Teatro de Sydney. Na tela,soma e segue com O Bom Alemão.E é candidata ao Óscar de Melhor Actriz Secundária

Embora planeasse ter mais tempo livre, 2006 foi um ano recorde para Cate Blanchett no que se refere ao volume de trabalho. Logo a seguir a filmar Babel, com Brad Pitt, no deserto marroquino, iniciou a rodagem de O Bom Alemão (ao lado de George Clooney), em Los Angeles. Daí voou para Londres, para filmar The Golden Age (com Clive Owen), seguindo para Montreal, onde rodou I'm Not There, e daí novamente para o seu país natal, a Austrália, onde anunciou que aceitara o convite para assumir a co-direcção (com o marido, o argumentista Andrew Upton) da Companhia de Teatro de Sydney a partir de Janeiro de 2008.
Em O Bom Alemão, interpreta uma alemã procurada pelo ex-amante, um jornalista americano (Clooney). Este acaba por se ver envolvido numa emaranhada teia de mortes, contrabando e espionagem. Realizado por Steven Soderbergh, que co-produziu vários filmes com Clooney, o filme reintroduz alguns dos conceitos estilísticos e dramáticos dos filmes negros das décadas de 40 e 50.Poderemos também ver Blanchett num tipo de drama muito diferente, contracenando com Dame Judi Dench em Diário de um Escândalo, em que encarna uma professora londrina que tem um caso com um aluno de 15 anos e é chantageada pela solteirona, possessiva e despeitada Dench.
O filme irá provavelmente provocar controvérsia de ambos os lados do Atlântico e confirmar a crescente suspeita de que Blanchett é, actualmente, a mais destacada actriz do planeta.
Juntamente com o marido, Cate Blanchett, de 37 anos, divide o seu tempo entre Londres e Sydney, ao mesmo tempo que cria os dois filhos do casal, Dashiell John, de cinco anos, e Roman, com dois.
Sendo casada e mãe de dois filhos pequenos, o facto de ter trabalhado tanto no ano passado representou uma grande pressão para a sua vida familiar?
O trabalho stressa-me muito mais que os meus filhos. Adoro o tempo que passo a cuidar deles e a brincar… Os meus filhos são o meu oásis. Representar é sempre um processo que me mexe muito com os nervos. Isto faz parte da minha natureza, porque me faz chegar aonde eu preciso, como actriz. Como mãe, porém, descobri que quanto mais coisas me proponho fazer, mais coisas faço. Há quem tenha medo de ter filhos por temer que isso transtorne completamente a sua vida. Mas eu não tenho medo da mudança. Além disso, tenho a sorte enorme de ter um marido que me apoia muitíssimo e cuja profissão lhe permite ficar em casa quando eu estou fora.
Fascinante Cate Blanchett, que tem no Teatro a sua grande paixão, vai poder, em 2007, regressar às suas raízes profissionais e deixar para trás Hollywood.A direcção da Companhia de Teatro de Sydney vai permitir-lhe um certo abrandamento?
Espero bem que sim! (Ri) Acho que me vou sentir menos ansiosa ao fazer as malas para ir passar três meses na Europa ou em Los Angeles se tiver a perspectiva de voltar a um lugar que me é familiar. Penso que a maioria dos australianos têm uma ligação profunda à sua terra e esse sentimento nunca os abandona. Vai ser óptimo poder voltar e sentir-me novamente envolvida na comunidade artística local. Além disso, quero que os meus filhos sintam o ritmo de vida de Sydney e conheçam esse mundo tal como eu me habituei a conhecê-lo.
Acha que este cargo vai mudar a sua vida?
É um novo desafio. A minha vida foi sempre assim: de vez em quando, leva um abanão. Nunca esperei ter a carreira que se me abriu desde que fiz Elizabeth. Tem sido tudo fantástico e penso que isso explica porque é que eu tenho mantido este curso, porque, de certa forma, sei que tenho sido muito afortunada e não quis recuar, apesar do meu medo de encarnar constantemente novas personagens e de não atingir um nível de desempenho que me satisfaça.


Poderosa a actriz tem na família o seu refúgio de paz. “Adoro essa sensação.”Vai participar como actriz nas peças de teatro que a sua companhia vai encenar?
Depende do projecto. Mas a experiência de fazer Hedda Gabler (em 2003) foi tão positiva que quero mesmo estar envolvida na maior parte das produções que iremos levar à cena. Trata-se de um compromisso muito sério, e tanto eu como o Andrew estamos empenhadíssimos nele.
Isso significa que vai pôr um ponto final na sua carreira em Hollywood?
Vamos ter três meses por ano para nos dedicarmos a outros projectos e isso permite-me continuar a fazer filmes. Por outro lado, tenho trabalhado tanto ultimamente – e 2007 parece ir pelo mesmo caminho – que esta mudança de ritmo virá mesmo a calhar. O teatro sempre foi a minha grande paixão, e vou ter a oportunidade de regressar às minhas raízes profissionais.
Falemos de O Bom Alemão. Toda a gente quer saber o que achou de George Clooney...
É de um encanto extraordinário e apoiou-me muito. Deve ter pensado que eu estava muito ansiosa em relação à minha personagem e sorria-me, o que me fazia descontrair um pouco. Além disso, tive a oportunidade de trabalhar com um grande homem, o realizador Steven Soderbergh.
Conviveu com George Clooney nos tempos livres?
Normalmente, sou bastante solitária quando estou a trabalhar. Tenho dificuldade em estabelecer relações muito próximas com os outros elementos da equipa. Tenho de ficar dentro do meu pequeno mundo e isso não deixa muito espaço para conhecer melhor as pessoas quando acabamos de filmar e regressamos ao hotel.
A sua carreira não tem sido típica das estrelas de Hollywood. Porque é que tem recusado ofertas de grandes estúdios em favor de papéis mais pequenos?
Acima de tudo, adoro representar e não sinto necessidade de ser a estrela em todos os filmes nem de aceitar papéis que forçosamente dirigirão as atenções sobre mim. Quando fiz de Katharine Hepburn em O Aviador, sabia que podiam criticar-me por não conseguir imitar bem o sotaque dela e exagerar na interpretação. Ora aí é que bate o ponto! (Ri) Nós queremos correr o risco de ser humilhados porque ficamos muito mais satisfeitos com o nosso trabalho se acabarmos por fazê-lo bem. É esse o princípio de repulsão-atracção que está aqui em jogo. Foi como quando aceitei um papel secundário em O Talentoso Sr. Ripley. Fi-lo porque a personagem tinha uma vulnerabilidade singular com que me identifiquei bastante.“Adoro representar e não sinto necessidade de ser a estrela em todos os filmes.”Como é quando não está a trabalhar?(Ri) Muito mais desorganizada… Depois dos 30 permiti-me a mim própria ser mais descontraída e não me preocupar tanto. Vive-se muito melhor assim.
Como é que a Cate e o seu marido conseguem conciliar a vossa vida familiar com tantas solicitações profissionais?
Nem sempre é fácil, mas o Andrew é um homem tão bom e tão forte que não me deixa sentir demasiado pressionada ou atormentada quando tenho tendência para me enervar ou para me sentir ansiosa. Ele tem sido a grande força pacificadora da minha vida e fez de mim uma mulher muito mais feliz. Acho que ter tido os meus filhos também alterou radicalmente a minha mentalidade egoísta, típica dos actores. Antes do nascimento deles vivia muito mais para o trabalho porque tinha tendência para achar que o mundo girava à minha volta e dependia dos papéis que eu aceitasse. Isso torna-se a nossa vida, por assim dizer. Mas o casamento e a maternidade forçam-nos a abandonar essa perspectiva obsessiva. Passa a existir um outro universo que ocupa as nossas energias, muito mais gratificante do ponto de vista emocional. Esse universo alimenta-me. A representação esgota-me.
É uma mulher mais fraca ou mais forte do que a imagem que os seus papéis projectam para o público?
O único sítio em que me sinto totalmente segura e em paz é em casa, com a minha família. Adoro essa sensação.
(Reportagem da Revista Máxima)






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:::: Cate Blanchett...



lunedì

:: Keira Knightley...


::Keira Knightley...


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Em vez do Sol que habitualmente banha a cidade de Veneza, aquela tarde cinzenta de final de Verão parecia adequar-se mais à típica melancolia londrina que Keira Knightley tão bem conhece. À hora marcada, a actriz entrou numa das salas do Hotel Excelsior para a entrevista de promoção do filme Expiação, baseado no romance de época homónimo de Ian McEwan. Deslumbrante, vestia uma elegante blusa preta de caxemira que lhe revelava o corpo magro mas atlético. Enquanto falava e gesticulava, não pudemos deixar de reparar no anel de brilhantes em forma de rosa que conjugava com o colar. Aliás, esta poderia muito bem ter sido uma das fantásticas peças do guarda-roupa usado neste melodrama romântico, ambientado na sociedade aristocrática britânica dos anos 30 e 40, especialmente desenhadas para a ocasião. Só não deu para sentir se o perfume que usava naquele dia era já Coco Mademoiselle, de Chanel, a fragrância que passou a representar em substituição de Kate Moss, nem se foi com esse aroma que inebriou o escocês James McAvoy (O Último Rei da Escócia) na cena erótica que ambos vivem na tela. Mais curioso é que o spot publicitário dessa marca foi dirigido pelo talentoso Joe Wright, não só o realizador de Expiação mas também de Orgulho e Preconceito, onde Keira foi agraciada com a sua primeira nomeação para um Óscar. É difícil ficar indiferente à elegância discreta da actriz britânica. Mesmo franzina, a sua capacidade invejável para crescer na tela ao longo destes sensacionais e fulgurantes cinco anos de carreira transformou-a igualmente num alvo irrecusável das objectivas dos papa-razzi. Com menos de 20 anos, Keira teve de hipotecar parte da sua juventude e ingressar rapidamente nas exigências febris da indústria do espectáculo. E com o inesperado sucesso, surgiram desde logo as sucessivas manchetes a insinuar problemas bulímicos.
Talento genuíno Keira Christina Knightley nasceu há 22 anos em Teddington, nos arredores de Londres. O pai, o actor Will Knightley, e a mãe, a ex-actriz e dramaturga Sharman MacDonald, foram responsáveis por um mundo de representação que a fascinou. Aos três anos já estava determinada a ser actriz e, por isso, decidiu que, tal como os pais, também ela queria ter um agente. Teve uma agente aos seis anos e, aos 14, provou pela primeira vez o sabor de uma grandiosa produção, em Episódio

1– A Ameaça-Fantasma, a primeira prequela de A Guerra das Estrelas, ao aceitar o pequeno papel como substituta de Natalie Portman. Inicialmente nem eram esses os seus planos. “Quando decidi que queria ser actriz, tinha um plano de acção muito rígido: primeiro, frequentaria a escola, depois o liceu, a que se seguiria a universidade e logo a seguir a escola de arte dramática, faria uma digressão com uma companhia de teatro e, possivelmente, terminaria no Teatro Nacional. Pode ver-se que não foi bem assim…” Nomeada para o Óscar e para o Globo de Ouro de 2006 na categoria de Melhor Actriz pelo desempenho em Orgulho e Preconceito, vê, este ano, a nomeação naquela mesma categoria para os Globos de Ouro 2008 pelo papel em Expiação. Veremos o que os Óscares lhe reservam. Tem para estreia os filmes The Edge of Love, The Duchess e Silk.
Sejamos claros: Keira Knightley é magra. Como é, aliás, bela.
Estranhamente bela, diria. Angulosa e imperial. Capaz de ser gélida e distante num instante e tremendamente sensual em poucos segundos. Talvez por isso, pouca relevância terão os comentários que sugerem que a imagem de Keira terá sido “retocada” para o cartaz da marca de perfume que representa. “Não adicionei nenhuma curva em qualquer cartaz publicitário. Em todo o caso, devo dizer que os filmes lidam com a fantasia e com a fina diferença entre facto e fantasia. De resto, acho que temos de ser muito honestos com a ficção.” Foi também em nome dessa fantasia que foi fotografada nua pela mítica Annie Leibovitz, numa capa da Vanity Fair, em 2006, ao lado de Scarlett Johansson e do ex-designer da marca Gucci, Tom Ford, completamente vestido e prestes a morder--lhe a orelha. “Foi divertido. Eu tinha 20 anos e estava na objectiva de uma das melhores fotógrafas do mundo. Porque não haveria de fazê-lo?”, justificou recentemente numa entrevista concedida à GQ americana.Não deixa de ser curioso como Expiação explora esse lado nebuloso que separa o facto da ficção. Num romance que se alonga através de várias décadas, Keira assume o papel de Cecilia Tallis, uma jovem aristocrata britânica altiva que acaba por seduzir Robbie (James McAvoy), filho do caseiro, numa cena explícita presenciada pela sua irmã mais nova, Briony (Saoirse Ronan). Dominada pelo ciúme, a rapariga acabará por incriminar o rapaz de um crime que não cometeu, acabando por afastá-lo de Cecilia.
“O objectivo da minha carreira não é receber uma nomeação para um Óscar. Quero trabalhar e trabalhar bem.”“Quando li o guião, a história fez-me chorar. Eu sei que ele (Joe Wright) preferia que eu fizesse o papel de Briony, mas nessa altura já me tinha apaixonado pela Cecilia.” Keira ficou fascinada por esta mulher definitivamente ferida. “Interessou-me essa altivez tipicamente britânica que atingiu o seu expoente durante os anos 30 e 40 e que era acompanhada de uma total repressão de emoções.” Contudo, apesar de todo esse à-vontade e compostura na composição de personagens de estatuto social vincado, admite abertamente a herança dos bairros sociais da capital inglesa. “Sou uma fraude! Pertenço a uma classe média baixa!”, admite Keira. “Foi o colégio público que frequentei e não a escola privada.” Keira sabe que não tem razões de queixa sobre o rumo que a sua vida profissional tomou e na qual deixou de ser uma mera aspirante a actriz para ser uma das caras mais desejadas para encarnar uma mulher rebelde num filme de época. Desde 2002 que assim é. Desde que chutou a bola com convicção em Joga Como Beckham e passou a brandir a espada como uma verdadeira corsária na multimilionária trilogia aventureira Piratas das Caraíbas.
ElegânciaUma das actrizes mais belas e mais bem vestidas do cinema actual, Keyra Knightley assume que mentiria se dissesse que não gosta de sucesso.Entretanto, toda a bonança de uma jovem entre os 17 e 19 anos foi igualmente abalada com notícias que lia nos jornais com alguma especulação de anorexia ou comentários sobre o seu corpo ou as roupas que usava. “Cheguei a ter alguma vergonha do meu corpo, por me acharem demasiado magra ou, simplesmente, por usar o vestido errado.” Por isso, decidiu afundar-se no trabalho.
O resultado foram 20 produções de cinema e televisão em meia década. “Passei constantemente de um papel para o outro e isso acabou por me esgotar. Tinha chegado a um ponto em que já não sabia distinguir aquilo de que gostava realmente. Então, no início do ano tirei cinco meses de férias. Esse período ajudou-me a avaliar este projecto com uma visão mais clara.” Entretanto, teve ainda direito a uma escapada ao Quénia e à Tanzânia, onde aliou a pausa a uma produção de moda, para a edição de Junho último da Vogue americana. Foi nesse ambiente paradisíaco que passou algum tempo com o namorado Rupert Friend, que interpretou a personagem do Sr. Wickham em Orgulho e Preconceito. Uma nova paragem só seria possível no final de 2007, após terminar Expiação. Posteriormente, terminou Seda, um novo filme de época (com estreia marcada para o início do novo ano), adaptando o romance do famoso escritor italiano Alessandro Baricco, onde contracena com Michael Pitt, mas também The Edge of Love, sobre a vida romântica de Dylan Thomas, a partir de um guião escrito pela sua mãe.Diante de tantos projectos de época, não começaria a sentir-se demasiado presa a esse tipo de filmes? “Provavelmente. Porém, acho que existirão sempre filmes de pequeno orçamento para agitar as coisas.” Actualmente, encontra-se em plena rodagem de The Duchess, a crónica da aristocrata duquesa de Devonshire, ascendente da Princesa Diana. No entanto, parece afastada a possibilidade de a vermos a encarnar a Princesa Diana ou Coco Chanel, tal como se apressou a dissipar dúvidas dos rumores correntes. O que parece incluir a quarta versão de Os Piratas das Caraíbas. Keira é uma verdadeira star. “Mentiria se dissesse que não gosto do sucesso.”Será que entrevemos a expectativa de voltar a ser nomeada este ano? “O objectivo da minha carreira não é receber uma nomeação para um Óscar. Quero trabalhar e trabalhar bem. Temos de contar os nossos triunfos pelo aplauso do público. Parece-me que esta é a melhor razão para se fazer um filme.”

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