martedì

:: Cate Blanchett...












Volta a usar a coroa de rainha inglesa que a transformou numa diva. Em Elizabeth – A Idade de Ouro, a actriz releva, de novo, a supremacia do seu talento.
A rainha Repetidamente nomeada e várias vezes premiada, Cate Blanchett confirma-se como a actriz que, de papel em papel assume a liderança na nova geração feminina do Cinema ocidental
A Mullher de Vermelho Poucas actrizes não consideradas símbolos sexuais conseguem transmitir a pulsão erótica de Blanchett.
Cate não é Cate, quando saltita de personagem em personagem, num mundo alucinado por aparências.
Nesta ansiada sequela, uma vez mais dirigida por Shekar Kapur, é magnífica e imperial, mas revela-se distante e intensa quando encara Bob Dylan no fantástico I’m Not There [Taça Volpi de Melhor Actriz no Festival de Veneza], do americano Todd Haynes.
No próximo ano voltará como vilã, no novo Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, e entretanto iremos vê-la num regresso com Brad Pitt, que perde a idade, em The Curious Case of Benjamin Button, de David Fincher. Já quando fala de Dashiel e Roman, os filhos que tem com Andrew Upton, escritor e realizador, das brincadeiras e das arrelias, o rosto ilumina-se e o olhar reflecte a felicidade de quem coloca a maternidade acima de tudo. Aí, Cate é mesmo Cate.
São estas as facetas da australiana que gosta de se superar como actriz, lutar enquanto mulher e aprender, sempre, como mãe. Recordo um encontro que tivemos em Berlim durante a promoção do filme Heaven, em que Cate vivia uma altura particular da sua vida…
Sim, tinha acabado de dar à luz o meu primeiro filho, Dashiel.
Foi também nessa altura que decidiu desacelerar o seu ritmo para estar mais perto da família. Passados mais de cinco anos, a família cresceu.
É verdade, tive a oportunidade de passar mais tempo na Austrália, perto de casa. Mas as crianças estão bem, agora que frequentam a escola. Até o mais novo [Roman, de três anos].
Falemos então de Elizabeth, uma personagem que retoma quase nove anos depois. Era um regresso previsto?
De certa forma. Desde o primeiro filme que falávamos sobre isto e as ideias foram evoluindo. Até que chegou a altura certa.

Puro Glamour Cate Blanchett reúne características comuns às verdadeiras estrelas: talento, beleza, requinte, personalidade, classe, inteligência e humanidade. Que mais se pode pedir?
Como venceu as resistências iniciais de voltar a este papel real?
Sabia desde o início que Shekar [Kapur, o realizador] estava interessado em completar a história de Elizabeth. Compreendo-o, porque esta mulher é extraordinária. Com a perspectiva de embarcar uma vez mais nesta viagem com ele e o Geoffrey [Rush], não hesitei em aceitar.
A personagem de Isabel apresenta algumas características masculinas. Concorda?
Ela foi uma sobrevivente. Era filha de Henrique VIII e foi acusada desde criança de ser bastarda, por isso sem legitimidade para reinar e com muita gente empenhada em derrubá-la do poder. Talvez fosse essa uma das razões porque teve de demonstrar que tinha a força de um rei, servindo-se, por isso, de alguns atributos masculinos. Num certo sentido, ela desafiava o facto de haver essa distinção entre os sexos.
Acha que a virgindade de Elizabeth também era uma forma de poder?
Antes de mais, não sei se ela era mesmo virgem ou não. Por outro lado, na altura o sexo não era muito recomendável às mulheres, já que a maioria morria ao dar à luz, mas também existia o perigo da sífilis. Portanto, a virgindade não era realmente um sacrifício.

Considera-se uma mulher que gosta de estar sempre no controlo das situações?
Nem por isso. Há momentos em que todos nós nos encontramos em situações em que perdemos o controlo. Basta ter dois rapazes para perceber o que isso é. Mas também é importante não esquecer que a nossa missão é sermos amigos deles, pois somos os pais.
Afinal, as mulheres são assim tão diferentes dos homens?
Como é que vê essa diferença?
Depende se estamos a falar, por exemplo, de mulheres afegãs ou americanas. É que há muitas mulheres do dito mundo livre que estão completamente aprisionadas na sua condição. Isso depende um pouco dos exemplos que têm para seguir. Mas há muitas mulheres que não são livres devido à probreza ou a religiões organizadas.
Há um momento em Elizabeth em que comenta as linhas que começam a aparecer no seu rosto. Como é que encara na sua vida essa passagem do tempo, essa maturidade?
Hoje em dia existe um pânico enorme de envelhecer. Não sou uma pessoa que queira revisitar a minha juventude. Interessa-me mais o que vem a seguir. Especialmente quando tenho crianças comigo. Sinto-me muito feliz na fase em que estou. Por outro lado, o que acho bonito são as pequenas imperfeições e não um sentido de beleza homogéneo que mais parece um clone.

O que acho bonito são as pequenas imperfeições e não um sentido de beleza homogéneo que mais parece um clone.”

Considera que o mundo poderá mudar um pouco para melhor com a chegada ao poder de mais líderes femininas?
Consideremos, por exemplo, a possibilidade de Hillary Clinton chegar à Casa Branca…Penso que vivemos num universo cada vez mais sem Deus. Por outro lado, o período Isabelino foi bastante iluminado, não só com o incrível pensamento poético mas tambem racional. Hoje acho que se vivem tempos demasiado irracionais, em que as pessoas não estão interessadas nos factos e apenas na mera suposição, e não dão uma oportunidade à razão.

Se uma mulher ocupar a Casa Branca mudará alguma coisa?
Se Hillary Clinton for eleita, haverá uma expectativa tremenda. Seja quem for que ganhe, muita coisa tem de mudar, sob pena de caminharmos para a destruição da nossa espécie. Mas essa esperança é real, embora fosse sempre alvo de um forte escrutínio. Não só por ser a primeira mulher Presidente mas porque somos ainda muito conservadores na nossa definição de poder.
Tenho de dizer-lhe que cavalga muitíssimo bem à amazona. [Risos]
Muito obrigado. Por acaso dei cabo do corpete a andar a cavalo, mas foi algo fantástico.

Mas já sabia andar a cavalo, não?
Sim, mas à amazona, não. Treinei um pouco para conseguir cavalgar, mas concordo, é extremamente desconfortável. Essa cena é muito importante, pois foi um momento de descompressão de todos os momentos passados no palácio. Aliás, esse galopar tem até uma forte carga erótica, espero eu.
Depois de tantas grandes actrizes terem interpretado papéis de rainhas, como decidiu aproximar-se deste papel? Sentiu que tinha de fazer algo diferente do que já fizera Bette Davis, Judi Dench ou Helen Mirren?
É um privilégio saber que pertenço a uma longa linhagem de actrizes que interpretaram papéis reais. E para além das que disse, recordo ainda Sarah Bernhardt, Glenda Jackson ou Hillary Duff, entre muitas outras. É um pedigree enorme e uma grande herança que tenho de carregar. É uma espécie de Hamlet no feminino. Está sempre aberto a interpretações.

Iremos vê-la na terceira parte desta saga? Estará disponível?
Quem sabe... Mas não é algo para já. Além disso, terei de estar mais velha…
E este ano, Cate?
É um caso de extrema aplicação ao trabalho, combinado com sorte e talento natural. Apenas um ano após completar o Instituto Nacional de Artes australiano, em 1992, Cate conheceu o aplauso no teatro, pela peça de David Mamet, Oleana, partilhado, de resto, por Geoffrey Rush – ele que a acompanharia nos dois filmes sobre a vida de Elizabeth. Tanto na curta passagem na televisão como, sobretudo, no cinema, conseguiu o que parece escapar a muitas actrizes: o sucesso do público e da crítica. Após as nomeações para o Óscar em Elizabeth (2002), O Aviador (2005) – em que arrebatou a estatueta pela composição de Katherine Hepburn –, e em 2007, em Diário de Um Escândalo, perguntamos: E este ano, Cate?”

Este ano, está de novo em grande. Não só com Elizabeth mas também com o impressionante I’m Not There. Depois de evidenciar características masculinas, agora assume-as por completo ao compor um surpreendente Bob Dylan.
Como é que consegue criar esta personificação masculina?
Interpretei o Dylan num período em que ele era muito andrógino. Se essa parte fosse interpretada por um homem, acho que seria demasiado óbvia porque é a sua silhueta mais conhecida. Ele não pediu ao Richard Gere ou ao Charles Carmack, ao Heath Ledger ou ao Christian Bale que compusessem uma silhueta que fosse mais reconhecível. No entanto, acho o Dylan muito inspirador, e não me refiro apenas à sua música.
Sei também que vai voltar a trabalhar com o Brad Pitt, não é verdade?
Sim, ele vai ser uma surpresa no filme do David Fincher, The Curious Case of Benjamin Button, em que o Brad começa a ficar cada vez mais novo.
Como tem sido também a experiência de participar no novo Indiana Jones?
Tem sido uma experiência extraordinária trabalhar com o Senhor Spielberg e poder participar neste filme icónico.
O que pensam os seus filhos deste projecto?
Adoraram. Até porque puderam estar presentes no local das filmagens e de certa forma viver um pouco esse mundo, porque o Steven deixou-os circular à vontade.
Qual é a percepção de uma criança de seis anos ao ver a mãe no ecrã?
É interessante, porque quando eu e o meu marido estávamos a encenar uma peça em Nova Iorque, percebi que o meu filho, na altura com cinco anos, teve de subir ao palco para compreender que eu realmente não era a personagem que interpretava. No outro dia, estavam os dois a brincar quando o Dash disse ao mais novo: “Eu vou ser o mau, ok?” Só que o Roman também queria ser o mau. “Não vês que não podemos ser os dois, porque assim não há drama!”, foi a resposta do mais velho… [risos]
Considera-se uma boa contadora de histórias para adormecer?
Comecei a contar histórias à minha irmã quando éramos miúdas, e inventávamos peças de teatro. Por isso, é algo que faço há muito tempo. Só que, agora, pagam-me para as contar.
(Revista Máxima)
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